A tecnologia, que recebeu o nome de Surya — Sol, em sânscrito —, foi treinada com nove anos de dados solares da NASA em alta resolução, feitos pelo Solar Dynamics Observatory (Observatório de Dinâmica Solar), da agência espacial americana.
A tecnologia é importante porque, apesar de a distância do Sol em relação à Terra ser de 150 milhões de quilômetros, os efeitos de erupções solares podem ser sentidos imediatamente aqui. Vale lembrar que explosões solares já foram responsáveis por causar falhas em satélites, apagões em redes elétricas, erros em GPS e até desvios de voos. Segundo informações da seguradora Lloyd’s, num cenário remoto, uma tempestade poderia causar, em cinco anos, uma perda de até US$2,4 trilhões na economia global.
Como afirma em entrevista ao site Revisão de tecnologia do MITa astrofísica do EHT Zurich, Louise Harra, o momento da erupção é sempre um ponto crítico, já que não existem formas de prevenir essa atividade solar. Porém, uma tecnologia capaz de prever quando ocorrerá uma erupção pode ajudar profissionais a contornar possíveis riscos. Segundo a astrofísica, os cientistas conseguem perceber, a partir de imagens do Sol, se há possibilidade de uma erupção no futuro.
No entanto, ela reforça que determinar o momento exato e a intensidade da atividade solar é muito mais difícil, sendo este o problema, já que conhecer a dimensão de uma tempestade pode fazer diferença nos efeitos sentidos aqui na Terra, como pequenos apagões regionais de rádio a cada semana ou até mesmo uma tempestade solar devastadora, capaz de fazer com que satélites saiam de órbita e redes elétricas falhem.