Celulares de fabricantes chinesas já foram sinônimo de preço baixo e bom custo-benefício no Brasil, mas essa percepção vem mudando. Marcas como Xiaomi, eu real, OPPO e JOVI têm lançado aparelhos cada vez mais completos, com telas mais avançadasmais memória RAM, câmeras de alta resolução, baterias maiorescarregamento rápido e conexão 5G. A evolução da ficha técnica, porém, veio acompanhada de preços mais altos. Em alguns casos, os modelos chegam ao varejo nacional custando tanto quanto rivais da Samsung e Motorola.
Para entender a questão da precificação, alvo de queixas por muitos consumidores, o TechTudo foi atrás de especialistas em tecnologia e economia. Segundo os profissionais ouvidos pela Redação, o preço final de um celular chinês no Brasil passa por impostos, câmbio, logística, homologação, custo de componentes, escala de vendas, estratégia comercial e estrutura de distribuição. A pressão global sobre memória RAM e armazenamento, impulsionada pela demanda de inteligência artificial (IA) e centros de dadostambém deve pesar sobre os lançamentos em 2026. Nesta matéria, entenda por que esses celulares nem sempre chegam baratos ao país e o que pode mudar nos próximos anos.